Porque uma volta ao mundo?

Para algumas pessoas viajar é sair de casa, conhecer um lugar diferente e relaxar enquanto se aproveita um pouco do conforto e tranquilidade que um feriado ou férias podem proporcionar. Pra mim é algo diferente!

A verdade é que depois de sair por ai viajando sozinho por lugares onde a língua é uma barreira, conhecendo gente de vários lugares diferentes e tendo contato com as mais diversas culturas eu percebi que me tornei uma pessoa melhor e me apaixonei por ela. Mas como isso é possível?

Acontece que quando você viaja assim, livre, leve, solto e aberto a possibilidades, um mundo de coisas acontece ao seu redor que te fazem crescer:

Você percebe que não é tão esperto quanto imaginava, mas a possibilidade de aprender está em toda a esquina;

Descobre a bondade nas pessoas que você não sabia que existia;

Aprende que você tem uma força de vontade de fazer as coisas acontecer quando tudo da errado que você nem imaginava que tinha;

Vê tanta injustiça por ai e passa a reclamar menos da vida;

Percebe que uma hora ou outra vai ter que depender de alguém;

Descobre que cada pessoa é única: pensa diferente, age diferente, ama diferente e isso precisa ser respeitado;

Aprende, por bem ou por mal, que é preciso ser social para se chegar a algum lugar;

Descobre que o certo e o errado é relativo: o que é certo na sua cultura pode ser muito errado em outra;

Passa a ser menos materialista e entende que aquele carro novo que você tanto trabalhou pra comprar não te faz tão feliz quanto viajar e ter experiências novas na vida;

Eu estaria errado se dissesse que esta lista acaba aqui. Na verdade esta lista é infinita, e só há um jeito de continuar aprendendo mais: viajando!

É muito bonito e bacana viajar e ver o mundo sobre o ponto de vista de um turista, mas pra mim viajar não é só visitar pontos turísticos e tirar fotos, mas sim conhecer novas pessoas, novas culturas, novas línguas e compartilhar experiências de vida. É pegar um ônibus coletivo lotado na Bolívia e ter que descer porque está tendo um protesto e a estrada está fechada, é se aventurar numa feira de comidas exóticas na China, é olhar pra os lados e se sentir estranho por todas as mulheres usarem burca em Teerã, é participar de um trabalho voluntário em Uganda, é ver como as pessoas ficam felizes deitadas em parques em um dia de sol radiante em Londres.

A única forma de viver todas essas experiências e se descobrir é viajar e ver o mundo sobre uma perspectiva diferente, vivendo e trabalhando em vários países como um local, coisa que nenhum pacote ou guia de turismo vai te oferecer. Só assim aprenderei a ser uma pessoa mais paciente, menos preconceituosa, mais tolerante, menos cabeça-dura e mais humana.

Já que as condições eram favoráveis eu não tinha nada que me prendesse mais no Brasil, porque não se aventurar pelo mundo como um nômade? Não saí do Brasil porque a grama é mais verde em outro país, mas sim porque resolvi entrar de cabeça numa jornada de autodescobrimento em que eu talvez encontre um lugar neste mundo que me faça sentir completo, ou talvez um dia eu volte para o Brasil com a certeza de que, como dizem os brasileiros, é o melhor lugar do mundo.

O futuro pode ser incerto, mas tenho a certeza de que sonhos podem ser mais reais do que se imagina!

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